A demanda por novas tecnologias cresce em volume, velocidade e complexidade no mundo corporativo. O avanço exponencial da Inteligência Artificial e da automação passaram a exigir governança e letramento digital em praticamente todas as áreas das empresas. Porém, na grande maioria delas, a estrutura de TI segue concentrando as decisões e execuções tecnológicas, o que tem transformado esta área em um gargalo. Para destravar esse processo, a consultoria de gestão empresarial Ekantika desenvolveu a metodologia TechMesh, com base em um modelo federado de decisões e execuções de tecnologia em diversas áreas.
"O modelo tradicional de gestão da tecnologia foi desenhado para que uma área de TI execute a ideia das outras. A forma como a estrutura opera continua a mesma dos últimos vinte anos: toda demanda entra pela mesma fila, disputa a mesma capacidade e a prioridade acaba decidida por influência ou por ordem de chegada", afirma Alvaro Spínola, diretor-executivo da Ekantika.
Levantamento da consultoria McKinsey mostra que 41% das pessoas dentro das empresas já criam tecnologia ou soluções de análise de dados fora da área de TI, e que 80% relatam ganho de produtividade individual a partir do uso de inteligência artificial, mas apenas 37% das empresas atribuem à IA algum impacto mensurável no resultado financeiro. Entre as companhias que já registraram impacto financeiro, a maioria redesenhou processos de forma profunda, segundo o estudo.
"O ganho de produtividade é real, mas ainda não gerou impacto no resultado das companhias em geral. As empresas que conseguiram gerar impacto foram as que redesenharam processos de forma profunda. Isso é decisão estrutural, de como o negócio se organiza para gerar valor — não um ajuste pontual de uma única área", afirma Nara Littério, sócia da Ekantika.
O modelo federado
Para ampliar a autonomia tecnológica das diversas áreas de uma empresa, a Ekantika propõe um "modelo federado" de decisão e execução, em que cada departamento passa a responder por aquilo que constrói, enquanto a TI responde pela estrutura.
É desse modelo federado que nasce a metodologia TechMesh, que reorganiza a área de tecnologia em três camadas de responsabilidade: uma base central, que responde por padrões, segurança, dados corporativos e infraestrutura comuns a toda a companhia; um Núcleo de Orquestração de Soluções (NOS), que publica critérios, habilita as áreas de negócio e responde pelas exceções, sem construir soluções diretamente; e as áreas de negócio, que passam a executar suas próprias soluções dentro desses limites, com responsabilidade sobre o que constroem.
A metodologia já foi aplicada em uma grande concessionária de rodovias. Dentro da sua área de tecnologia, a companhia passou a se organizar em cinco frentes: da definição de critérios e métodos de federação à sustentação de plataformas, dados, segurança e operação.
Sobre a Ekantika
A Ekantika é uma consultoria de gestão empresarial voltada à transformação de processos, estrutura organizacional e operações em grandes empresas. Fundada há mais de 15 anos, integra um ecossistema de nove empresas: Ekantika Consultoria, Ekantika Learning Lab; Aliansa; Alliah; Chicago Advisory Partners; iEVO; INFORM; Vector 360 e Vitaryon. O ecossistema Ekantika contabiliza mais de 450 projetos realizados e mais de 150 clientes atendidos, distribuídos em mais de 15 segmentos de mercado.
