Falhas no controle de acesso geram custos ocultos

Falhas no controle de acesso geram custos ocultos

Notícias Corporativas

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), a portaria remota já está presente em mais de 14 mil condomínios do país. Contudo, erros no processo de identificação de moradores, visitantes, prestadores de serviço e veículos costumam gerar despesas que não aparecem de forma direta no orçamento de condomínios, mas comprometem a eficiência da operação e ampliam a exposição a ocorrências evitáveis.

Wesley Henrique Rosa, diretor-geral da White Segurança, empresa fundada em 1986 e especializada em soluções integradas de proteção patrimonial, descreve a situação como um custo invisível da segurança condominial. "O problema mais recorrente é tratar o controle de acesso como uma etapa isolada da estratégia de segurança, sem considerar como pessoas, veículos, encomendas e prestadores circulam pelo empreendimento", pontua.

De acordo com Rosa, o principal erro é tratar o controle de acesso como uma operação isolada da estratégia de segurança do condomínio. Entre as falhas mais comuns, ele cita processos manuais em excesso para autorizar visitantes, ausência de critérios claros de identificação, sistemas de pessoas e veículos que não se comunicam entre si, falta de acompanhamento fora do horário comercial, câmeras usadas apenas para registro, redução de equipe ou tecnologia sem análise prévia de riscos e ausência de revisão periódica dos procedimentos.

"Esse conjunto de falhas raramente aparece como uma linha específica de despesa. Ele se manifesta em horas improdutivas, retrabalho, filas na portaria, sobrecarga da equipe, manutenção emergencial e conflitos entre moradores e funcionários", detalha o diretor-geral. "Esse é justamente o custo invisível: aquilo que o condomínio não necessariamente identifica como gasto de segurança, mas que impacta diretamente sua operação", completa.

O incômodo operacional pode apresentar riscos

Rosa afirma que a fronteira entre ineficiência e vulnerabilidade é ultrapassada quando o condomínio perde a capacidade de saber quem entra, por qual acesso e sob qual autorização.

"A partir do momento em que o condomínio não consegue identificar com segurança quem está entrando, por qual acesso, em que horário e com qual autorização, deixa de ser apenas uma questão de eficiência e passa a ser uma vulnerabilidade", diz. Como exemplo, menciona a fila na portaria: um problema operacional que ganha dimensão de segurança quando, para reduzi-la, a identificação é flexibilizada.

O mesmo raciocínio vale para o fluxo diário de visitantes e veículos: quando esse volume cresce e a administração segue manual, aumenta a chance de falhas humanas e acessos indevidos. Para o diretor, a eficiência de um sistema de segurança não deve ser medida apenas pela ausência de ocorrências, mas pela capacidade de antecipar riscos. Nesse cenário, reconhecimento facial, leitura de placas, monitoramento remoto e torres de vigilância assumem papel preventivo, e não apenas de registro. Nesse cenário, soluções de Portaria Virtual com reconhecimento facial, leitura de placas, monitoramento remoto e torres de vigilância assumem papel preventivo, e não apenas de registro.

Reduzir custo é diferente de otimizar processos

Um dos pontos centrais da análise de Rosa é a distinção entre corte de gastos e otimização. Eliminar uma etapa relevante de identificação apenas para economizar pode gerar uma falsa sensação de eficiência, já que o condomínio reduz despesa no curto prazo, mas eleva risco e custo operacional no futuro. "Otimização é diferente: significa eliminar desperdícios sem eliminar proteção", resume.

O diretor-geral aponta a automação de tarefas repetitivas, a digitalização do cadastro de visitantes, o reconhecimento facial e a leitura automática de placas, recursos que reduzem a dependência de processos manuais sem comprometer a proteção. "A pergunta que deveria orientar síndicos não é apenas quanto uma solução custa, mas quanto custa para operar e quais riscos consegue reduzir, já que a análise precisa considerar o custo total da operação e não apenas o valor de aquisição do equipamento", pondera.

Integração entre tecnologia e atuação humana

Rosa explica que a portaria virtual pode gerar ganhos financeiros por centralizar uma operação que, no modelo tradicional, depende de estrutura presencial permanente. O ganho não estaria restrito à redução de mão de obra: integrada ao reconhecimento facial, leitura de placas e monitoramento remoto, ela automatiza etapas que antes exigiam intervenção manual, o que reduz custos operacionais e agiliza a entrada de moradores sem ampliar a estrutura física do posto.

"A centralização também permite a uma equipe especializada acompanhar remotamente diferentes acessos, seguindo protocolos definidos para cada tipo de ocorrência. O resultado é uma operação mais previsível e eficiente, em que a redução de custos pode vir acompanhada de mais controle, rastreabilidade e camadas de segurança", avalia.

Ao ser questionado sobre os critérios que deveriam orientar o investimento, o executivo recomenda partir do diagnóstico do cenário atual, avaliando horários de maior movimento e pontos de vulnerabilidade, antes de escolher a tecnologia. Ele cita ainda a capacidade de integração entre sistemas, a função preventiva das soluções, a escalabilidade, a confiabilidade operacional e o custo total de manutenção e suporte.

"A tecnologia deve aumentar a capacidade da operação, e não simplesmente ser implantada sem considerar pessoas, processos e protocolos", conclui o diretor-geral da White Segurança.

O debate proposto pelo executivo indica que a redução de despesas em segurança condominial não precisa significar menos proteção, desde que passe por planejamento, diagnóstico e integração entre recursos tecnológicos e supervisão humana qualificada.

Para mais informações, basta acessar: https://www.whiteseguranca.com/