Expansão da IA está influenciando a competitividade

Expansão da IA está influenciando a competitividade

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A inteligência artificial altera a maneira como as empresas estão planejando a contratação de seus profissionais. Atualmente a meta é desenvolver novas formas de avaliar talentos, observando características como curiosidade, pensamento crítico, capacidade de adaptação e resolução de problemas complexos.

As ferramentas de inteligência artificial já conseguem produzir textos, analisar informações, programar, resumir documentos, organizar grandes volumes de dados e realizar atividades que, até pouco tempo atrás, dependiam exclusivamente do trabalho humano.

"As empresas que irão se diferenciar nos próximos anos serão as que têm tecnologia embutida em praticamente todos os softwares corporativos. A verdadeira diferenciação estará em quem consegue responder, com números concretos e sustentáveis", pontua Vininha F. Carvalho, economista, administradora de empresas e editora da Revista Ecotour News & Negócios.

De acordo com o Future of Jobs Report 2025, do World Economic Forum, 39% das competências essenciais dos trabalhadores devem mudar até 2030. O relatório também identificou competências humanas como pensamento analítico, criatividade, resiliência e colaboração como as mais importantes para o desenvolvimento do mercado.

A inteligência artificial começa a ocupar um espaço mais relevante na operação do agronegócio brasileiro. Depois de um período marcado por projetos piloto, a tecnologia passa a apoiar decisões relacionadas ao planejamento da produção, logística, manutenção de ativos e gestão de recursos naturais, áreas em que pequenas melhorias operacionais podem representar ganhos significativos de produtividade e eficiência.

Segundo Daniel Calero, Diretor de Digital, Dados e Inteligência Artificial da TIVIT, existe uma percepção de que a IA transforma primeiro o campo, mas muitas vezes os ganhos aparecem antes na gestão da operação. Quando ela passa a apoiar decisões do dia a dia, a empresa cria uma base sólida para aplicações cada vez mais avançadas.

O levantamento "Lideranças Orquestradoras na Era da IA", do Talenses Group, ouviu 171 profissionais brasileiros, dos quais 137 ocupam posições de liderança, a maioria em empresas de médio e grande porte. Segundo a pesquisa, 59% dos líderes usam IA diversas vezes ao dia e outros 23% pelo menos uma vez por dia, principalmente para pesquisa e síntese de informações (85%), resumo de documentos (69%) e criação de apresentações (64%). Os ganhos mais citados são economia de tempo (89%) e aumento de produtividade (86%).

"O desenvolvimento da nova geração de profissionais de dados e IA depende da criação de ecossistemas que aproximem pessoas, tecnologia e desafios empresariais. O avanço da inteligência artificial coloca em discussão a capacidade do Brasil de desenvolver infraestrutura, tecnologia e soluções próprias, reduzindo a dependência de empresas e tecnologias estrangeiras", finaliza Vininha F. Carvalho.