Bahia recebe 138 mil estrangeiros e lidera o Nordeste

A Bahia recebeu mais de 138 mil turistas estrangeiros entre janeiro e agosto de 2026, conforme dados da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e da Polícia Federal. O volume representa alta de 3,2% sobre o mesmo intervalo de 2025 e garantiu ao estado o melhor desempenho entre as unidades federativas do Nordeste, em um período no qual o Brasil registrou queda de 1,2% na entrada de visitantes internacionais.

Para Felipe Oliveira Pedreira, CEO da Bahia Terra Turismo, empresa de receptivo que opera transfers e passeios e orienta a hospedagem em destinos como Salvador, Morro de São Paulo e Ilha de Boipeba, o resultado decorre de uma soma de fatores. "A Bahia tem ampliado sua conectividade aérea internacional, vem sendo promovida de forma cada vez mais consistente no exterior e, principalmente, possui um produto turístico muito completo, que reúne praias, natureza, cultura, gastronomia, história e experiências autênticas", avalia.

O desempenho levou a Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA) a intensificar, em setembro, a divulgação do destino na França, no Canadá, em Portugal e na Itália. Em Paris, durante a feira IFTM Top Resa, o estado apresentou suas 13 zonas turísticas e citou o voo direto da Air France para Salvador, que permite conexões com mais de 200 destinos. Na capital baiana, o Observatório do Turismo de Salvador aponta, com base em dados da Embratur, crescimento de 39,5% nas chegadas internacionais diretas no primeiro semestre do ano.

Viajante quer viver o destino

Além do aumento no fluxo, o executivo identifica uma transformação no comportamento de quem chega do exterior. "O turista estrangeiro está cada vez menos interessado apenas em conhecer os principais pontos turísticos e mais interessado em viver o destino. Ele busca experiências, segurança, praticidade, contato com a cultura local e serviços que facilitem toda a jornada", observa. Segundo Pedreira, o planejamento começa muito antes do desembarque, porque o visitante quer chegar com hospedagem, transporte, passeios e deslocamentos organizados, sobretudo quando o roteiro envolve diferentes modais.

Na operação da empresa, o público é diversificado, com forte presença de viajantes da América do Sul e da Europa. "Mais do que um perfil definido apenas pela nacionalidade, percebemos um viajante que valoriza experiências", resume o CEO. De acordo com ele, Morro de São Paulo, Praia do Forte e Boipeba despertam interesse por permitirem combinar natureza, cultura e experiências diferentes em uma mesma viagem.

Logística coordenada ganha peso

Com mais estrangeiros no estado, o receptivo assume papel central. "O turista estrangeiro não conhece necessariamente a logística local e, por isso, valoriza muito uma empresa que consiga integrar aeroporto, hotel, passeios e deslocamentos entre os destinos", explica. Na Bahia, acrescenta, há roteiros que combinam carro, barco, catamarã e lancha, e o desafio está em fazer com que toda essa operação aconteça de forma coordenada.

"Por isso, serviços como transfer para Morro de São Paulo passaram a ter um papel estratégico dentro da experiência do visitante. São serviços que reduzem a preocupação logística e permitem que o turista aproveite a viagem desde o momento em que desembarca", diz Pedreira. Ele aponta ainda o transfer para Praia do Forte como alternativa que facilita o deslocamento de quem pretende conhecer o litoral norte e organizar melhor o roteiro.

Nos trechos marítimos, a preocupação com o planejamento também cresce. Conforme o executivo, muitos turistas pesquisam com antecedência como comprar a passagem de catamarã para Morro de São Paulo, para evitar imprevistos. Em Boipeba, o transporte marítimo precisa ser pensado dentro de toda a logística da viagem, considerando horários e conexões. "Para nós, esse é um dos principais diferenciais do receptivo: não vender apenas um transporte, mas entregar tranquilidade e previsibilidade para o visitante", afirma.

Cadeia ampla e cuidado com os destinos

O impacto econômico do fluxo internacional ultrapassa a hotelaria. "Não estamos falando apenas de hotéis e restaurantes. Existe impacto sobre transportadoras, guias, agências, passeios, comércio, produtores locais, artesanato e diversos outros serviços", detalha o CEO. Ele pondera que a expansão exige investimento em infraestrutura, qualificação profissional, mobilidade e organização dos serviços, além de equilíbrio entre crescimento e preservação.

"A Bahia tem justamente como um de seus grandes diferenciais a riqueza natural e cultural. Portanto, crescer no turismo significa também cuidar dos lugares que fazem o visitante escolher a Bahia", assinala.

Para os próximos meses, a meta, na leitura de Pedreira, é converter demanda em satisfação. "Não basta trazer o turista para a Bahia; precisamos garantir que ele tenha uma boa experiência, recomende o destino e queira voltar", pontua. Conectividade aérea, promoção internacional e qualificação seguem como pilares, mas o executivo enxerga na integração entre os serviços da viagem a etapa seguinte, já que o visitante quer saber como sairá do aeroporto rumo ao hotel e ter a segurança de que os trechos estarão conectados.

A liderança baiana no Nordeste, obtida em um ano de retração nacional, indica que o estado reúne condições para ampliar a presença no mercado internacional, desde que a experiência acompanhe o volume de chegadas. "O estado já possui os principais ingredientes: diversidade de destinos, cultura, natureza, gastronomia e uma identidade muito forte. O nosso papel, como empresas de receptivo, é transformar esse potencial em experiências bem planejadas, seguras e memoráveis", conclui.

Para mais informações, basta acessar: https://www.bahiaterra.com/transfer

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