Povos Indígenas

Cultura indígena é tema de atividades da prefeitura de São Paulo

Neste mês de agosto, os paulistanos e turistas podem acrescentar em suas agendas de passeios atividades que centratizam a temática indígena.
Em função do Dia Internacional dos Povos Indígenas, comemorado no dia 9 de agosto, as Secretarias Municipais de Direitos Humanos e Cidadania e da Cultura organizaram o “Agosto Indígena”.
Entre as atrações, o público pode aproveitar a mostra de cinema, a exposição fotográfica e o graffitaço.

A exposição Mulheres Indígenas está aberta ao público, no Shopping Light, até o dia 30 agosto. As fotos são do fotógrafo Jonathan Muniz, da Secretaria Municipal da Saúde, com detalhes de um desfile realizado com o Povo Guarani Mby’a, que moram na Terra Indígena Jaraguá, na Região Noroeste da capital paulista.
O horário de visitação é de segunda a sábado, das 10 às 22 horas;e aos domingos, das 12 às 18 horas. Endereço: Rua Xavier de Toledo,23 – 3º Piso, centro.

“Temos uma dívida enorme com nossos povos originários, que muito influenciam nossa cultura. Quando andamos pela cidade nos deparamos com diversos nomes de origem indígena o que dá uma ideia do quanto estas culturas estão presentes na nossa cidade”, afirma Claudia Carletto, secretária Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.


A Coordenação dos Povos Indígenas da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania foi criada em 2020, sob a coordenação de Noel Villas Boas. “Construímos toda a programação do evento lado a lado com a população indígena da cidade de São Paulo, para apresentar de maneira fiel e respeitosa essa cultura tão rica que é parte fundamental da capital paulista”, afirma.

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Confira a agenda do Cinedebates

Quando: as quintas-feiras, às 19 horas.
Onde: canais de Facebook e YouTube da SMDHC
Curadoria: Thaís Gregório.

Programação:

12/8: Tema – Produção audiovisual indígena
Palestrantes: Hugo Funi-ô, Vicent Carelli e Takumã Kuikuro.

19/8: Tema – Feminismo Comunitário
Palestrantes: Tamikuã Txihi, Adriana Lima e Julieta Paredes.

26/8: Tema – Demarcação e disputas territoriais Palestrantes: Thiago Guarani, Marcia Mura e Marília Cyrne.

*Todos os filmes ficarão disponíveis durante toda a duração da mostra e por 3 meses na plataforma da SP Cine

Sobre os produtores:

O Coletivo Fulni-ô de Cinema surgiu em 2010, numa iniciativa da ONG Vídeos nas Aldeias, do cineasta Vincent Carelli, e professores indígenas Fulni-ô residentes na aldeia. Hoje, com vários documentários já produzidos, o coletivo segue seus objetivos de registro, através dos recursos audiovisuais das vivências históricas e abordagem do cotidiano Fulni-ô em sua essência.

Filmes:
• Txhleka Fale Comigo;
• Mulheres Fulni-ô na Pandemia;
• Guardiões de um Tesouro Linguístico.

Adrian Cowell: A produção de Cowell, documentarista chinês, se destaca pelas análises políticas com que as realidades são retratadas. Com aguda visão, o documentarista foi capaz de suscitar o debate a respeito da política indigenista brasileira no exterior, fazendo com que o mundo voltasse seus olhos à situação dos indígenas brasileiros. Esses documentários contribuem para o debate político e cultural que envolve a Amazônia e constituem a memória dos povos da floresta.

Filmes:
• Return from Extinction (Fugindo da Extinção);
• The Heart of the Forest (O Coração da Floresta);
• The Path to Extinction (Caminho para a Extinção);
• The Kingdom in the Forest (Reinado na Floresta);
• The Blazing of the Trail (O Caminho do Fogo).

Takumã Kuikuro é cineasta, membro da aldeia indígena Kuikuro, e atualmente vive na aldeia Ipatse, no Parque Indígena do Xingu. Dirigiu o documentário As hiper mulheres (2011), junto a Leonardo Sette e Carlos Fausto. Teve filmes premiados em festivais como os de Gramado e Brasília, e no Presence Autochtone de Terres em Vues, em Montréal. Em 2017, recebeu o prêmio honorário Bolsista da Queen Mary University London. E foi, em 2019, o primeiro jurado indígena do Festival de Cinema Brasileiro de Brasília.

Filmes:
• Plantando Futuro;
• Apicultura do Povo Matipu;
• Canoa Tradicional.

Fonte: SMDHC/Fotos: Jonathan Muniz/SMS

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