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Saúde Analytics: os nossos dados a favor da qualidade de vida e da longevidade

Por quantas vezes nós, seres humanos, deixamos a nossa saúde para depois? Uma dor de cabeça frequente e automedicada porque deve ser stress. Uma dor na coluna que só nos leva a uma consulta médica depois da situação extrema de travarmos. O acompanhamento que deveríamos fazer em relação a nossa idade, sexo e hereditariedades adiados por falta de tempo. Neste 5 de agosto, Dia Nacional da Saúde, que tal refletir sobre como usar os nossos dados a favor da qualidade de vida e da longevidade?

É fato que a preocupação causada pelo Covid-19 já nos mudou, principalmente, em relação à nossa preocupação não mais apenas com tratamentos, mas sim com prevenção. Se você tivesse tido a chance de saber que enfrentaríamos uma pandemia, teria cuidado melhor de si até aqui? Possivelmente sua resposta foi sim. Isso porque diante de um cenário extremo como esse é que percebemos a fragilidade da nossa biologia como um divisor de vida e morte.

Quem ainda não se perguntou como não fomos capazes de prever isso diante de tanta tecnologia e algoritmos disponíveis? Pesquisadores dos Estados Unidos e do México estimam que seriam necessários US$6,3 bilhões para identificar os 320 mil vírus ainda não descobertos que podem infectar o ser humano. “O recurso financeiro é finito e pode responder parte dessa dúvida. Só que essa noção da importância de se prevenir frente a situações imprevistas hoje ampliou a forma como os indivíduos encaram a necessidade de adquirir novos hábitos com o objetivo de se antecipar às doenças para, lá na frente, não ficar dependente dos sistemas de saúde”, detalha Cesário Martins, diretor do meuDNA, healthtech de mapeamento genético.

Então, como fazer para minimizar os riscos que corremos nesse campo? A resposta está na genética. Ela vai permear a vida e a saúde de todos no futuro. Algo que parecia tão distante já está disponível ao grande público de forma direta, pela internet, sem intermediários e ajuda a determinar desde coisas mais simples, como a sua tolerância à lactose ou glúten, até risco de doenças cardiovasculares e cânceres, entre outros.

Um único indivíduo pode gerar mais de 20 petabytes (que equivalem a 20 mil terabytes) de dados a partir das informações biológicas encontradas em sua amostra de DNA. O avanço da ciência no campo da genética foi avassalador nas últimas décadas. Em abril de 2000, o geneticista americano Craig Venter anunciou que 99% do genoma humano havia sido decodificado. À época, o projeto custou US$ 3 bilhões. Já no final de 2008, tínhamos Sequenciadores de Nova Geração, capazes de sequenciar bilhões de genes de cada vez, permitindo fazer um genoma inteiro por US$ 300 mil. Atualmente, o custo fica abaixo de US$ 1 mil.

“Essa maior disponibilidade de tecnologia barateou todo o processo e também gerou um aumento de conhecimento que abre um mar sem fim de oportunidades para que as pessoas se conheçam biologicamente e, diante disso, possam tomar melhores decisões sobre si com o objetivo de ganhar qualidade de vida e longevidade”, pontua Martins.

Em um exemplo aplicado, de acordo com o INCA, Instituto Nacional do Câncer, serão 625 mil novos casos de câncer no Brasil só em 2020. Então,  uma pessoa ao saber precocemente que possui 70% a mais de chances de desenvolver câncer de mama pode:

  • Tomar a decisão de diminuir o intervalo das consultas de prevenção no intuito de realizar um acompanhamento mais próximo;
  • Passar a avaliar a melhor escolha de plano de saúde para ela, considerando a cobertura de médicos especialistas e uma rede referência no tratamento da doença, caso um dia precise recorrer a ele;
  • Avaliar com seu médico de confiança possibilidades de prevenção válidas para o seu caso. Por exemplo: se lembra que há alguns anos a atriz Angelina Jolie retirou as mamas em função de uma alta taxa de predisposição a desenvolver câncer de mama? Isso foi possível em função de ela conhecer seus dados biológicos.

O mesmo vale para infinitas outras possibilidades como cânceres de ovário, próstata, colorretal, de pele melanoma e endométrio, além de doenças, como triglicerídeos altos, colesterol alto e doença de Wilson. E essas são exatamente as nove predisposições medidas hoje pelo teste genético mais barato e mais avançado oferecido no Brasil: o meuDNA Saúde. À venda pelo site meudna.com por R$1.199, o usuário recebe em sua casa tudo o que precisa para fazer, por conta própria, a coleta do DNA pela saliva, com o cotonete apropriado. Após essas etapas, ele envia o kit ao laboratório por Correio. Em cerca de seis semanas, recebe o e-mail para acessar os resultados.

No laboratório nacional especializado em Sequenciamento de Nova Geração (NGS), o DNA é analisado através da tecnologia de Exoma, que faz um sequenciamento completo dos genes. Por meio de inteligência artificial e bioinformática, as informações são comparadas com tudo o que já existe nos bancos de dados genéticos, para identificar as variações genéticas que podem aumentar o risco de desenvolvimento de doenças. No caso do Câncer de Mama e Ovário, por exemplo, o meuDNA Saúde analisa todas as 15 mil letras dos genes BRCA1 e BRCA2, para identificar eventuais alterações genéticas associadas à doença. Para se ter uma ideia, testes de laboratórios concorrentes identificam apenas um grupo reduzido de variantes genéticas, em geral entre 3 e 15. 

“Com o acesso às informações genéticas, o usuário tem a oportunidade de fazer escolhas melhores para sua saúde e também pode incentivar os familiares a conhecerem o próprio risco”, comenta o executivo.

Todas as informações presentes no resultado do usuário são baseadas no que está comprovado pela ciência. As informações genéticas podem ser muito úteis para o planejamento de exames preventivos e outras ações que aumentem a qualidade de vida. Para pessoas com alto risco, o acompanhamento e as medidas de redução de risco são definidos pelo médico de forma individualizada. “O resultado abre uma oportunidade à vida, permitindo que a pessoa seja protagonista nas decisões que envolvem sua saúde”, finaliza Martins.

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