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Economista sugere conceitos de finanças empresariais para equilibrar orçamentos, inclusive o individual e o familiar

Atibaia, SP 6/7/2021 – É necessário regular melhor os pagamentos, avaliar e cortar desperdícios, fixos ou variáveis, e, com mais folga no orçamento, planejar financeiramente os sonhos

Ao analisar a gestão de finanças foi considerado o conceito do ponto de equilíbrio aplicado em administração financeira de empresas também pode ser utilizado por pessoas físicas e famílias.

A educação financeira tem crescido como essência das finanças pessoais do consumidor brasileiro. Com a economia atravessando momentos difíceis devido à pandemia, é imprescindível que haja consciência sobre novos procedimentos financeiros para aqueles que pretendem manter um orçamento equilibrado e organizado, bem como para formar ou aumentar o patrimônio.

Ao analisar a gestão de finanças, Luiz Antonio Barbagallo, economista da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, considerou que o conceito do ponto de equilíbrio aplicado em administração financeira de empresas também pode ser utilizado por pessoas físicas e famílias.

O cálculo do ponto de equilíbrio tem por base a definição das despesas variáveis e fixas. As despesas e os custos variáveis são aqueles que se alteram de acordo com a receita, ou seja, se o faturamento sobe, as despesas e os custos relativos também sobem. É o caso do custo de um produto propriamente dito, das comissões e impostos sobre receita. Para exemplificar, se para uma receita de R$ 1.000,00, com alíquota de 18%, haverá imposto de R$ 180,00; se houver elevação para R$ 2.000,00, será de R$ 360,00.

Por outro lado, os custos fixos independem da receita. Se, por exemplo, a empresa tem um aluguel mensal de R$ 600,00, este valor não será alterado caso a receita aumente ou diminua, pois não existe relação direta.

Baseado no exemplo, é possível calcular o ponto de equilíbrio orçamentário da empresa, cujo valor mínimo de receita será suficiente para pagar todos os custos e despesas sem sobra alguma (equilíbrio). Abaixo disso, é prejuízo.

Verifica-se que com o abatimento de 18% como despesa variável (imposto), há uma margem de contribuição de R$ 820,00 (82%) suficiente para pagar o aluguel de R$ 600,00, restando um saldo de R$ 220,00.

A margem tem esse nome porque “contribui” para pagar os custos fixos, que existem independentemente de haver receita ou não.

É possível agora calcular o ponto de equilíbrio que equivale a uma receita mínima, R$ 731,71, que zera todos os custos, não contabilizando lucro ou prejuízo.

É possível adaptar esses conceitos empresariais para o dia a dia.

Ao detalhar, Barbagallo esclarece que, para as pessoas físicas, despesas variáveis são consumos extras como refeições em restaurantes e entretenimentos; maior ou menor consumo de energia; contas de telefone celular, entre outros; enquanto nas fixas, é fundamental a atenção em aluguéis, assinatura de TV a cabo, parcelas de compras a crédito e financiamento, taxas de condomínio etc.

Diferentemente de uma empresa, para uma pessoa a relação das despesas variáveis com a receita é psicológica, não direta. Muitas vezes quando há aumento salarial ou ganhos devido a promoção ou mais negócios, por exemplo, sente-se mais à vontade para frequentes jantares em restaurantes, gasta-se mais com lazer e, muitas vezes, “fica-se menos atentos com os pequenos gastos variáveis”, detalha.

Na medida em que os rendimentos de uma pessoa sobem, a influência psicológica toma conta e o sentimento de sentir-se descompromissado domina e gera avanços nas despesas. “É nesse momento que é possível calcular a margem de contribuição e o ponto de equilíbrio”, adianta o economista.

Ao calcular a receita mínima ou ponto de equilíbrio, suficiente para cobrir os gastos variáveis e fixos, pode-se atuar nos itens de despesas passíveis de redução e eliminação. Obviamente, se alguns gastos fixos não podem ser alterados, pode-se controlar o impulso sobre as variáveis, o que proporcionará sobras maiores no orçamento.

Aplicando os princípios aqui demonstrados, será possível controlar melhor os gastos, ampliando a capacidade de investimento e de consumo, condição fundamental para a realização de sonhos.

A dica que fica é: separar as despesas fixas e variáveis e calcular o ponto de equilíbrio. “A partir daí, é necessário regular melhor os pagamentos, avaliar e cortar desperdícios, fixos ou variáveis, e, com mais folga no orçamento, planejar financeiramente a realização de seus sonhos”, sugere.

“Uma boa alternativa, tanto para pessoas físicas como jurídicas, que desejam investir economicamente ou ampliar patrimônios, é o consórcio. Ao se planejar a médio e longo prazos, os objetivos tornam-se realidade. Com custos acessíveis, trabalhadores ou empresas podem adquirir bens ou serviços”, orienta o economista.
A facilidade para saber como funciona um consórcio é obtida nos materiais disponibilizados no site da ABAC, tais como a cartilha “Na corda bamba”, que auxilia as pessoas nesse objetivo. A publicação contém dicas e sugestões de controles para compromissos financeiros mais equilibrados e tranquilos.

Depois de listar receitas e despesas, passo inicial para a organização, é possível aprofundar e adaptar alguns conceitos de margem e custos utilizados na administração financeira das empresas paralelamente à realidade pessoal.

Website: http://www.abac.org.br

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