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Bancos digitais ganham mais espaço durante a pandemia e permanecem em alta no mercado financeiro

São Paulo, SP 29/4/2021 – Apesar das fintechs não levarem ao fim os bancos tradicionais, a variedade de opções bancárias para os brasileiros representa um grande avanço econômico

No Brasil, os novos hábitos do consumidor ampliam cada vez mais a participação das fintechs no sistema financeiro nacional

Em meio à pandemia da covid-19 muitas empresas não conseguiram se manter no mercado e tiveram que fechar as portas, em contrapartida as organizações do setor bancário digital tiveram sucesso e vêm crescendo em 2021, segundo o Banco Central Brasileiro. De acordo com o banco, pelo menos 40 instituições financeiras iniciaram suas atividades em 2020.

Com acesso facilitado à internet e com a maioria das pessoas se bancarizando, as instituições financeiras estão percebendo a necessidade de se reinventar tecnologicamente e, com isso, acabaram criando os bancos digitais que estão ganhando cada vez mais espaço no mercado mundial, informa Vinicius Baraldi Nitz, bacharel em administração de empresas com ênfase em TI, pela Califórnia Miramar University – San Diego, CA.

“Apesar dos grandes bancos tradicionais ainda dominarem o mercado financeiro, as fintechs (startups ou empresas que desenvolvem produtos financeiros totalmente digitais) estão se tornando a preferência de milhões de brasileiros. Em 2018, startups como Banco Inter e Nubank tiveram crescimento de mais de 100%, enquanto bancos como Bradesco e Itaú contabilizaram crescimento de apenas 1% e 4%, respectivamente”, explica Vinicius.

Conforme o administrador de empresas, no Brasil o número de fintechs vem crescendo em ritmo acelerado desde o início da pandemia. De acordo com um estudo realizado pela USB Evidence Lab, em 2020, pela primeira vez no país, a parcela de downloads de aplicativos de bancos totalmente digitais representou 52%, enquanto os bancos tradicionais contaram com 48%, proporção que no ano anterior era o inverso.

“A verdade é que a pandemia trouxe um novo público para os bancos digitais. As medidas de isolamento, exigidas pelo governo para diminuir a propagação do vírus, fizeram com que as pessoas, antes avessas aos sistemas on-line, passassem a aderir e confiar nos bancos pela internet”, relata Nitz, que é membro do American Society of Administrative Professionals – ASAP nos EUA e do Conselho Regional de Administração no Brasil – CRA.

A competitividade entre bancos tradicionais e digitais está trazendo diversos benefícios aos correntistas, lembra Vinicius. Ele avisa, também, que as instituições financeiras, com o intuito de atrair e fidelizar clientes, estão oferecendo contas e cartões de crédito com taxas reduzidas, isenção nas tarifas, atendimento 24 horas e cashback (dinheiro de volta) em compras. “Estão oferecendo, até mesmo, mimos (presentes) como, por exemplo: crédito em Uber, Airbnb e cinema, táticas já muito utilizadas por diversos bancos ao redor do mundo”, alega o especialista, que conta com mais de 11 anos de experiência em grandes bancos públicos e privados. 

“Apesar de as fintechs não levarem ao fim os bancos tradicionais, a variedade de opções bancárias para os brasileiros representa um grande avanço econômico para o país. Já estava na hora dos clientes deixarem de ser reféns de altas tarifas e taxas de juros. Agora quem dita as regras são os consumidores e os bancos vão ter que se adaptar às suas preferências se não quiserem ficar para trás. Afinal, o mundo está mudando e o mercado brasileiro precisa mudar junto com ele”, finaliza o administrador de empresas Vinicius Baraldi Nitz, que também é especialista em prospecção e relacionamento com clientes.

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