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O setor de construção civil está em alta, possibilitando o retorno dos executivos ao trabalho segundo especialistas em outplacement

São Paulo SP 21/10/2020 – A indústria da construção é a que hoje tem maior capacidade para criar novos postos de trabalho com a qualidade, o volume e a capilaridade que o país precisa.

O Brasil tem uma enorme carência de moradia e infraestrutura, e apesar de passar por altos e baixos na economia, a construção civil tem grande impacto tanto no PIB como na geração de empregos e renda. Devido à importância econômica e social, esse setor tem papel fundamental no desenvolvimento do país. Com o impacto positivo, o setor da construção civil é um dos principais setores que geram empregos no Brasil.

Recentes indicadores da economia comprovam a eficiência da construção civil para aumentar o crescimento econômico e gerar empregos no Brasil e no exterior. Depois de 20 trimestres consecutivos com resultado negativo, em que acumulou retração de 27,7% e perdeu mais de um milhão de trabalhadores com carteira assinada, o setor chegou a outubro de 2019 acumulando 124 mil novas vagas, alavancadas pelo mercado imobiliário. A retomada do investimento faz a economia crescer de forma sustentada e a construção civil é a atividade com maior potencial para gerar resultados nesse momento.

Segundo Márcio Miranda, CEO da United HR (Consultoria de executive search e outplacement), a indústria da construção é a que, hoje, tem maior capacidade para criar novos postos de trabalho com a qualidade, o volume e a capilaridade que o país precisa. Com forte impacto econômico e social, esta atividade está na origem da produção de todos os bens e serviços, cumprindo um ciclo perfeito que cria empregos mesmo depois de finalizar e entregar seus empreendimentos. Horizontal, ao ser estimulada, a construção puxa consigo ao menos 62 outros segmentos da indústria.

Muitos executivos do setor de construção civil que estão buscando recolocação em processos de outplacement na United HR, estão retornando ao mercado de trabalho afirma Márcio Miranda, CEO da United HR.

O saldo da poupança alcançou ao final de setembro deste ano a marca de R$ 1 trilhão, recorde histórico. Desde o início do ano o saldo apresentou crescimento de mais de R$ 150 bilhões, considerando que ao final de 2019 constavam aproximadamente R$ 850 bilhões nessa conta. É importante destacar que esses recursos compreendem aos recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e da poupança rural (Fonte: Lafis).

Márcia Pillat e Gustavo Apostolico, especialistas outplacement da United HR, destacam que o setor de construção civil, destino de parte significativa destes recursos é beneficiado por este movimento de crescimento da oferta de recursos e passou a gerar mais vagas de emprego.

Segundo últimos dados disponibilizados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), a soma das operações contratadas com recursos da caderneta (SBPE) para aquisição, construção, reforma e material de construção apresentou crescimento de 40% no acumulado entre janeiro e setembro de 2020 em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo a marca de R$ 65,9 bilhões em financiamentos. Outro importante indicador foi o crescimento do número de unidades financiadas, que apresentou expansão de 31% na mesma base comparação, atendendo 237 mil unidades financiadas, com os meses de agosto e setembro apresentando os melhores desempenhos desde 2014 (Fonte: EMMIS).

Dentre as justificativas para o crescimento da oferta de recursos na poupança, destaca-se a redução de gastos por parte das famílias diante das restrições impostas pelas políticas públicas de combate à Covid-19, que restringiu a movimentação e aglomeração das pessoas e acabaram por reduzir os gastos com viagens e consumo de bebidas e comida fora de casa, por exemplo. Além disso, o pagamento do auxílio emergencial também contribuiu para o aumento da oferta de crédito, uma vez que que disponibilizou mais recursos para a população.

Do lado da demanda, ou seja, das pessoas e empresas que acessaram os financiamentos, a manutenção da taxa de juros em um patamar historicamente baixo, em paralelo à redução das despesas mencionado anteriormente e aumento das pequenas reformas de melhoria do lar foram alguns dos fatores que justificaram a maior procura por estes recursos e consequentemente o aumento de empregabilidade do setor de construção civil, afirma Márcio Miranda, CEO da United HR.

Website: http://unitedhr.co

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