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Vacinas

Sua carteira de vacinação está em dia?

A vacinação tem sido um dos principais assuntos no mundo, por conta da pandemia da Covid-19. Parte das pessoas debate o tema com tendências socioculturais ou políticas.  A desinformação também tem conduzido o comportamento da população mundial para um cenário desolador, o da baixa cobertura vacinal e retorno de doenças erradicadas, como o sarampo, a poliomielite entre outras.

Estes desafios levaram a Pfizer Brasil a encomendar uma pesquisa com o IBOPE, sobre as vacinas, que foi realizada com dois mil entrevistados (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador). O resultado foi apresentado em uma coletiva virtual, dia 13 de agosto, acompanhada pela redação do etcnoticias, que trouxe dados positivos do comportamento do brasileiro e um alerta um alerta muito preocupante que é a redução em 30% da cobertura vacinal ideal do ano de 2020. A população não está procurando os postos e nem atualizando as vacinas como deveria.

É importante acrescentar que a queda já estava sendo observada em anos anteriores. Com a pandemia o cenário ficou mais evidente e que poderá trazer outros problemas de saúde pública, com as aberturas graduais das atividades. 

O calendário de vacinas no Brasil pode se conferido aqui e qualquer pessoa pode procurar o SUS para atualizar suas vacinas, mesmo neste momento de pandemia.

A diretora médica da Pfizer Brasil, Márjori Dulcine, apresentou os aspectos gerais da pesquisa IBOPE. Ainda comentou sobre os 10 anos da vacina Prevenar13 (contra a pneumonia), que foi um dos temas da pesquisa. Destacou que há falta de informação dos brasileiros sobre a existência da vacina contra a pneumonia e até mesmo das causas desta doença.

  1. Os brasileiros consideram importantes as vacinas para os bebês, crianças, profissionais da saúde e idosos;
  2. A faixa etária de 11 a 59 anos registrou menor interesse pelo tema;
  3. O maior receio dos brasileiros envolve os efeitos colaterais graves;
  4. Há, ainda, desconfiança no cumprimento das regras sanitárias para armazenamento e manuseio;
  5. Ainda existe crença de que a vacina da rede privada é diferente da vacina do SUS;
  6. Com a pandemia, os jovens estão mais interessados no tema sobre as vacinas;
  7. Aumentou o número de homens preocupados com a vacina (que antes era um dado que as mulheres tinham maior percentual);

Vacina em Dia mesmo na pandemia

O médico Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), explicou que o ideal seria atingir 95% das pessoas, em seus grupos etários, para um controle mais correto das doenças que podem ser evitadas com as vacinas.

O índice de vacinação está abaixo do desejado. Este fenômeno de saúde pública já acontece há alguns anos, com o movimento antivacina e fake news sobre as vacinas. Doutor Juarez lembrou que profissionais mais jovens desconhecem sintomas de doenças erradicadas e que voltaram, pela falta de vacina, como o sarampo. Todos estes fatores podem provocar mais problemas com a saúde pública, especialmente num ano de pandemia e com a retomada gradual das atividades.

A campanha “Vacina em Dia mesmo na Pandemia” foi realizada pelo SBIM, em parceria com a UNICEF, objetivando essa mobilização social para manter o controle das imunizações. 

O médico elogiou o calendário brasileiro de vacinações, o sistema integrado e nominal, que pode gerar dados mais precisos sobre a população brasileira.

A infectologista do Instituto Emilio Ribas, doutora Rosana Richtmann, destacou a necessidade de manter as vacinações em dia, em todas as faixas etárias.  Em função do retorno presencial dos alunos nas escolas públicas, acrescentou que pode ser uma nova oportunidade das autoridades sanitárias de checagem da carteira de vacinação dos jovens estudantes.

Doutora Rosana falou sobre o controle das pneumonias depois das vacinas VPV10 e VPC13, que são aplicadas pelo SUS. A primeira começou em 2010 para crianças até 5 anos. A segunda é aplicada pelo SUS para pacientes com doenças crônicas (AIDs, câncer, transplantados) que a pneumonia pode ser fatal. 

Os especialistas detectaram que o isolamento social reduziu uma série de doenças, mas a retomada das atividades pode desencadear essas contaminações. O Brasil tem vírus circulante de febre amarela, sarampo, gripe entre outros.

As vacinas que foram mais comentadas envolvem as pneumonias e meningites. A vacina da Pfizer contra a Covid-19 está na fase 3 e deve ser aplicada em 30 mil voluntários. No Brasil, os voluntários serão selecionados nas cidades de São Paulo e Salvador. A possibilidade de apresentar para as agências reguladoras dos Estados Unidos ainda em novembro de 2020.  Quem apresentou os dados do desenvolvimento da vacina contra o corona vírus foi a médica Jéssica Vespa Presa, diretora de Medical Affairs da Pfizer Vaccines USA. Doutora Jessica falou da vacina contra a meningite, suas evoluções e coberturas. Trouxe como novidade o lançamento de uma vacina pneumocócica, mais abrangente que as três que existem no mercado, com previsão de chegar ao Brasil em 2022.

A pesquisa IBOPE – Pfizer Brasil é lançada num momento de conscientização sobre saúde pública, cuidados básicos e imunizações. Os médicos comentaram o resultado da pesquisa e as incertezas do mundo pós-pandemia. Foram incisivos na educação em saúde pública, para um resultado positivo no controle das doenças evitáveis com vacinas.

E sua carteira de vacinação? Você sabe onde está? Procure e atualize. 

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