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Sofre ou não sofrer…

Não perca tempo com problemas que não existem

A vida no planeta Terra, com toda evolução da raça humana, ainda reserva momentos intensos de hostilidades. Os dramas humanos passam por questões de saúde, tragédias da natureza, guerras, disputas de trabalho, relacionamentos pessoais e tantos outros. Parece que o ser humano tem mais momentos de preocupações do que de alegrias. Será?

É muito comum num grupo, numa reunião ou na empresa inteira, pessoas discutirem possíveis problemas em meio a um trabalho. Horas preciosas perdidas com problemas que podem nem mesmo chegar a existir.  Para o professor Luciano Salamacha, especialista em gestão, discutir incansavelmente por um problema que pode nem mesmo estar em gestação, é um desperdício comum de tempo e dinheiro nas empresas.  “Sofrer por antecipação, é sofrer duas vezes  e sofrer nos causa uma queda no rendimento intelectual “, conclui o professor.

“O  otimista erra tanto quanto o pessimista, só que não sofre. “
Fernando Sabino

Salamacha explica que se preocupar, por antecipação, em demasia  com problemas pode gerar uma confusão de sentimentos, logo é inconsciente e irracional. Pode ser uma mania pessoal por um trauma vivido no passado, medo por achar que não está preparado, pode ser a insegurança por achar que não vai performar bem ou, ainda, vingança. Isso mesmo, o professor Luciano Salamacha, com mais de 12 anos de experiência a frente de conselhos de administração, já viu pessoas discutindo horas a fio por problemas que não existem para antecipar situações que, não darão chance ao outro, qualquer tipo de vantagem. Com isso, muitas vezes, a pessoa fecha portas pra si mesmo, tentando bloquear a do colega de trabalho que ele entende  ser seu concorrente.  È preciso sair dessa armadilha”, aconselha o professor .

Para Salamacha, uma saída para evitar o estresse desnecessário da antecipação de um problema, é necessário estabelecer uma matriz de risco. Papel e caneta na mão. De saída, pense que este exercício vai trazer clareza e amenizar o estresse na equipe.

1 – Faça uma lista das consequências ruins em decorrência do risco levantado.

2 – Dê uma nota de 1 a 5 sobre a probabilidade das consequências surgirem. Sendo 1 para potencial baixo e 5 para o alto risco acontecer.

3 –  De também uma nota de 1 a 5 sobre o dano potencial, de cada uma dessas situações, caso aconteçam.

Salamacha lista 4 regras para evitar discutir pequenos problemas com remotas possibilidades de acontecer.

1 – Compartilhe sua linha de raciocínio com os colegas.  Às vezes, o que nos parece muito grande, na visão do outro, talvez tenha um impacto menor.

2 – Veja se não está personalizando o problema. Uma relação ruim com alguém da equipe  pode influenciar negativamente a sua avaliação do problema.

3 – Se perceber que está sofrendo com um problema que pode acontecer, imagine que ele está solucionado, assim poderá dar continuidade ao seu planejamento. Pode ser que, mais a frente, que o problema era muito pequeno.     

4 –  Perceba a imagem que está criando de si mesma dentro da empresa . Pessoas que veem problemas em tudo, acabam com a fluidez e viram um obstáculo dentro da equipe. É o pessimista, que emperra o processo, que atrai e expõe o problema que antes nem existia. È muito diferente do visionários que propõe mudança de rumos para chegar mais fácil ao objetivo ou a resultados melhores do que os previstos incialmente.

 Para o professor o ideal é que o profissional construa uma imagem de uma pessoa que soluciona os problemas, de um conciliador. Num momento em que o tempo é artigo mais raro e valorizado na vida das pessoas, é vital não perder energia com “coisinhas “. 

“Quem sofre antes do necessário, sofre mais que o necessário. E a vida já tem sofrimentos demais pra incluirmos os desnecessários”, afirma Salamacha.

Luciano Salamacha

Luciano Salamacha é doutor em Administração e mestre em Engenharia de Produção. Preside e integra conselhos de administração em empresas brasileiras e multinacionais. Atua como consultor e palestrante internacional. É professor da Fundação Getúlio Vargas em programas de pós-graduação. Recebeu da FGV o prêmio de melhor professor em Estratégia de Empresas nos MBA’s, por sete anos seguidos.  É um dos raros professores que fazem parte do “Quadro de Honra de Docentes”, da FGV Management. Também é professor de mestrado e doutorado no Brasil, na Argentina e nos EUA. Salamacha é coordenador de MBA de neurociências na ESIC Internacional, uma das mais importantes escolas de negócios da Europa. Luciano Salamacha é autor de livros e artigos científicos publicados no Brasil e no exterior. Foi pioneiro na América Latina em pesquisas sobre neuroestratégia e neurociência aplicada ao mundo empresarial.

Mais informações sobre Luciano Salamacha no site www.salamacha.com.br e no seu canal www.dicadosalamacha.com.br.

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